Papi

 Não é caiu, caiu... primeiro de abril...
Há 18 anos ele partiu...



Escrito por Bianca às 12h31
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Coração, por A. Brito

 

É outono. Folhas e o céu mais belo.

Flores para amores que começam na primavera.

Flores pros amores em todas as estações, em todas as luas para as mulheres...

 

“Muitas rosas amarelas
para a mulher-mãe
que o filho embala no mundo em aquarelas.
Muitas rosas brancas especiais
para ti, acima das mães normais.

Violetas perfumadas
para as mulheres-filhas, tão esperadas.
Às mulheres-mestras inesquecidas,
imenso ramo de margaridas.
Um vaso de miosótis reluzente
à mulher-avó na eternidade presente.

Rosas vermelhas, muitas delas,
para as mulheres-amantes, sempre cinderelas.
A mulher-amiga, a mais sincera
alguns cravos cheirando a primavera.
Orquídeas sedutoras
para as mulheres-escritoras.

Para mulher-guerreira corajosa
muitas palmas cor-de-rosa.
Dúzias de amores-perfeitos
para as mulheres que lutam por seus direitos.
Lírios de São José
para todas as mulheres de fé.

Um buquê de todas as flores
num misto de muitos odores
e por laços guarnecidas
ofereço,com carinho,às mulheres-esquecidas.”

(autor desconhecido)

 



Escrito por Bianca às 02h17
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Segunda-feira, 13.

Domingo de sonhos. Meu velho e bom vivant pai falava sobre roteiros de carnaval. Êta encontro bom, ainda que no plano astral.

Domingo de encontros. Reviver agradáveis momentos junto de amigos de muito tempo foi sensacional.

Abrir a janela do porta-retrato, ouvir o telefone chamar. E, mesmo sem tocar, ser tocada.

Segunda-feira, 13. Há seis anos partia minha doce vó Yolanda. Há muito mais tempo, foi a data que marcou meu primeiro beijo, o contato mais íntimo com um homem. Inesquecível!

Data para comemorar. A vida em pleno verão no Rio de Janeiro. Lulu Santos, Orchestra Imperial, Circo Voador, Carmelitas... é, meu pai tinha razão! Viver é muito bom!!!



Escrito por Bianca às 00h32
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Pára-quedas.

É assim que se escreve em linhas finas e tortas, círculos de infinito. Tinta vermelha borrada, água borrifada. Da mente do gato na parede do computador exala fumaça colorida. Caleidoscópio de mãos no quarto escuro. Vela pra sexta-feira, antes de soltar os bichos.



Escrito por Bianca às 21h10
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Limite Imposto

Estendendo a mão, pedindo ajuda e dois dedos de compreensão
“Lamento, troquei os meus medos por mágicas bolhas de sabão”
A estrada leva aos lugares que procurei nem o nome descobrir
Os quartos e salas tão frios e escuros que eu nunca quis pisar
O templo que construíra como o refugio de onde nunca quis sair
Queima com o tempo e as fotos que eu nunca quis lhe entregar

As estrelas só mostram mais um dos fins que escolhi para mim
As nuvens guardam palavras que meus olhos deixaram de dizer
No final é só mais um suspeito pela morte do pequeno Caim
Eu sinto em lhe informar mas nenhum de nós se prende a você
O céu é só mais um limite imposto e que nunca vamos alcançar
Optamos por seguir até a hora de ceder nosso pequeno lugar

O que restará de seus sonhos quando o sol se por no horizonte
O que restará além do desejo de se desculpar pelo ocorrido ontem
(...)

O doce sabor do veneno
A tempestade em um copo com mel
O dia que não me lembro
O dia que os anjos caíram do céu

A vida por trás das cortinas
A dor que traz o seu sorriso
As fatias que se tornaram tão finas
O localizador em forma de guizo

A chuva acaba de molhar minha meia
Por que não conta o que tanto receia?
Eu ainda tenho um tempo até sentir
Através de meus braços o seu corpo cair

Tudo isso não passa de uma mentira, sabia?
Enquanto no pé de feijão, João subia


Do blog Volume II, por Thiago Augusto



Escrito por Bianca às 15h56
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Bye Bye 2005

O ano acabou...

 

 

As tais resoluções das segundas-feiras e de Ano Novo, decidi adotá-las o quanto antes. Há seis dias, parei de fumar. Assim, do nada, deu um click e larguei os últimos três cigarros no maço. Às vezes, nem eu acredito. Não precisei infartar, nem ter câncer... E o sofrimento não está sendo dos maiores. Foram 26 anos de vício. Maldito. Mas essa noite sonhei que tragava um hollywood. Aliás, essa noite a afta doeu, a lágrima escorreu, a ficha caiu...

Ainda bem que o dia amanheceu lindo. O novo trabalho deixa a cabeça cheia, o olhar extasiado com a linda vista da Lagoa... Preciso me movimentar, os amigos parecem despertar: hoje me convidaram pra passeios de bicicleta matinais. Tudo acontece sem ser uma segunda-feira. E não vou deixar tudo pro novo ano.

2005 chega ao fim. Quero deixar pra trás a saudade que tô sentindo... Tá apertada, doída...



Escrito por Bianca às 09h56
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Pelas estradas acabadas de nosso Rio atravessamos fronteiras até chegar à Bahia.
Não trafegue pelo acostamento é o texto de placas que mais vemos,
mas o recurso de trânsito praticamente não existe.
Então como poderíamos por ele circular? Retrato de um Brasil abandonado.

Borracharias ao longo de todo o percurso indicam o caos;
caminhões pesados e suas carrocerias desviam dos buracos em alta velocidade, salve-se quem puder!
Não há marcação na pista, Vitória poderia continuar fora do roteiro de qualquer viagem
– que me perdoem os capixabas –

 mas chegar ao litoral da Bahia, é um prazer.

 Viagem de reencontro, viagem de comemoração.

Ao lado de amigos é sempre bom estar!

Os mesmos lugares sob outro olhar...



 

Muita praia, muito sol, um pouco de chuva e animais.

Um gatinho preso com a cabeça no pote foi salvo,
e de dois passarinhos que caíram do ninho um sobreviveu.

 


A partida de war durou três dias e não chegou ao fim.
Espero vê-los, todos, em breve, para mais dados rolar.

A vida é mesmo bela!
E é por ela que meu pensamento volta e meia vai até meu pai, avós
e amigos que partiram.

Vejo nuvens na estrada...

 

Toda viagem vale a pena quando se tem um amigo de verdade junto.

Tenho amigos e amo muito tudo isso!

Sou feliz!

 

 



Escrito por Bianca às 20h48
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A caminho do céu


por Antônio Silva

Nessa duas últimas semanas, muito trabalho. Tô precisando descansar a cabeça...
Pra suprir a carência, compras. Tava precisando de um carinho...
Olhando assim, pode parecer futilidade. Mas sabe quando você se sente tão assim, assim, que flores, beijinhos, perfumes e uma roupinha nova levantam a maré de tristeza?!
Ainda estou meio aérea, perplexa e acreditando que alguma coisa nisso tudo tem sentido.

 

 



Escrito por Bianca às 18h10
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Cordeiro de Deus...
Tristes dias esses que passaram. A chuva torrencial parecia anunciar o que estava por vir... Deus chorou naquela segunda... Era o chamado por Cordeiro...
E, ele, sempre tão na dele partiu assim sem avisar. Fatalidade ou não, a hora tinha chegado. Foi um grande amigo, daqueles que são solidários em todos os momentos. E eu fico aqui me perguntando... pra quem perguntarei sobre as crases... Porque o pouco que aprendi até hoje foi ele quem me ensinou.
São tantas as lembranças... do barco que quase abandonou a gente numa ilha em Angra, dos preparativos para um casamento tipo festa junina que acabou em fogueira... e o Cordeiro estava lá para o fogo apagar... das noites viradas em fechamento de jornal, do acidente de carro em que ele me tirou do chão, do carnaval em Recife, do granizo na Praia Mole, em Floripa, da super amiga que ele namorou até o fim..., em campanhas políticas, em companhia ...uma companhia simples e bacana.

Fica aqui a minha eterna saudade. E o desejo que ele tenha ido em paz.

 



Escrito por Bianca às 22h18
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A primavera chegou...


Polen
por Maria João Duarte

Ganhei flores,
Dei flores,
Sonhei com flores...
Mandem-me flores!rs



Escrito por Bianca às 21h14
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